26/09/12
12/09/12
06/09/12
28/02/12
19/12/11
04/10/11
18/08/11
17/08/11
07/07/11
03/06/11
18/05/11
30/04/11
Dia da Mãe... Dia de Mãe
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
(Miguel Torga)
30/03/11
PARA SEMPRE
...
...
Fosse eu rei do mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará para sempre
junto de seu filho
e ele, embora velho,
será pequenino
feito grão de milho
(Carlos Drummond de Andrade)
25/01/11
17/12/10
Amostra sem valor
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosas da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.
(António Gedeão)
12/12/10
Abri um livro
05/12/10
04/12/10
29/11/10
08/11/10
02/11/10
31/10/10
20/10/10
Amar
18/09/10
ABRAÇO
07/09/10
Também o « sim » ao amor é fonte de sofrimento, porque o amor exige sempre expropriações do meu eu, nas quais me deixo podar e ferir. O amor não pode de modo algum existir sem esta renúncia mesmo dolorosa a mim mesmo, senão torna-se puro egoísmo, anulando-se deste modo a si próprio enquanto tal.
(Bento XVI em «Spe Salvi», Nº 38)
27/07/10
20/07/10
LÁGRIMA DE PRETA
Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
(António Gedeão)
07/05/10
08/04/10
25/03/10
SE ME AMAS, NÃO CHORES

Se conhecesses o mistério imenso
Do Céu onde agora vivo,
Este horizonte sem fim,
Esta luz que tudo reveste e penetra…
Se me amas, não chores!
Estou já absorvida no encanto de Deus,
Na sua infindável beleza.
Permanece em mim o teu amor;
Uma ternura tão grande
Que não dá para imaginar:
Vivo numa alegria puríssima.
Nas angústias do tempo
Pensa nesta casa
Onde um dia
Estaremos reunidos
Para além da morte,
Matando a sede
Na fonte inesgotável da alegria
E do amor infinito.
Não chores,
Se verdadeiramente me amas.
(Santo Agostinho)
26/02/10
12/02/10
29/01/10
A vida é feita de nadas

A vida é feita de nadas:
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas…pelo vento;
De casas de moradia
Caídas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;
De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.
(Miguel Torga)
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas…pelo vento;
De casas de moradia
Caídas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;
De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.
(Miguel Torga)
27/01/10
16/01/10
12/01/10

Há pensamentos que são orações.
Victor Hugo
10/01/10
02/01/10
Abraço(s)
A Casa da Poesia
A poesia tem uma casa
onde escreve à luz das velas
e que nunca há-de ter tecto
para poder ver as estrelas.
Não é voto de pobreza
este seu modo de ser,
é apenas a maneira
mais perfeita e certeira
de nunca se perder
nos estranhos labirintos
da aventura de escrever.
onde escreve à luz das velas
e que nunca há-de ter tecto
para poder ver as estrelas.
Não é voto de pobreza
este seu modo de ser,
é apenas a maneira
mais perfeita e certeira
de nunca se perder
nos estranhos labirintos
da aventura de escrever.
(José Jorge Letria, A Casa da Poesia.)
Para a Katy, professora no Brasil profundo, que faz da poesia, sua casa.
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